REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS:

1. Hahn J, Cook NR, Alexander EK, et al. Vitamin D and marine omega 3 fatty acid supplementation and incident autoimmune disease: VITAL randomized controlled trial. BMJ. 2022;376:e066452. doi:10.1136/bmj-2021-066452

2. Costenbader KH, Cook NR, Lee IM, et al. Vitamin D and marine n-3 fatty acids for autoimmune disease prevention: outcomes at two years after VITAL trial completion. Arthritis Rheumatol. 2024;76(6):872-881. doi:10.1002/art.42811

3. Wimalawansa SJ. Infections and Autoimmunity—The Immune System and Vitamin D: A Systematic Review. Nutrients. 2023;15(17):3842. doi:10.3390/nu15173842

4. Artusa P, et al. Skewed epithelial cell differentiation and premature aging of the thymus in the absence of vitamin D signaling. Science Advances. 2024;10(42):eadm9582. doi:10.1126/sciadv.adm9582

5. Geleijnse JM, Vermeer C, Grobbee DE, et al. Dietary intake of menaquinone is associated with a reduced risk of coronary heart disease: the Rotterdam Study. J Nutr. 2004;134(11):3100-3105.

6. Gasmi A, Bjørklund G, Peana M, et al. Phosphocalcic metabolism and the role of vitamin D, vitamin K2, and nattokinase supplementation. Crit Rev Food Sci Nutr. 2022;62(26):7062-7071. doi:10.1080/10408398.2021.1910481

7. Juszczak AB, Kupczak M, Konecki T, et al. Zinc, Magnesium and Vitamin K Supplementation in Vitamin D Deficiency: Pathophysiological Background and Implications for Clinical Practice. Nutrients. 2024;16(6):834. doi:10.3390/nu16060834

8. Diederichsen SZ, Grønhøj MH, Mickley H, et al. Vitamin K2 and D in Patients With Aortic Valve Calcification: A Randomized Double-Blinded Clinical Trial. Circulation. 2022;145(18):1387-1397. doi:10.1161/CIRCULATIONAHA.121.057008

9. Demay MB, Pittas AG, Bikle DD, et al. Vitamin D for the Prevention of Disease: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2024;109(8):1907-1947. doi:10.1210/clinem/dgae290

10. Grant WB, Al Anouti F, Boucher BJ, et al. Vitamin D: Evidence-Based Health Benefits and Recommendations for Population Guidelines. Nutrients. 2025;17(2):217. doi:10.3390/nu17020217

⚠️AVISO LEGAL⚠️
A informação médica contida nesse vídeo é somente para fins de informação geral e não deve ser usada para qualquer finalidade de diagnóstico ou tratamento. Esta informação NÃO cria nenhuma relação médico-paciente e não deve ser usado como substituto de diagnóstico ou tratamento profissional. Por favor, consulte seu médico antes de tomar qualquer decisão sobre cuidados de saúde e NÃO pare nenhuma medicação sem o consentimento do seu médico.
A Medicina é uma ciência em constante mudança, os vídeos são produzidos baseados nos Artigos Científicos mais recente até a data.
De acordo com Art. 8º da Resolução CFM 1974/11 de Publicidade do Código de Ética Médica, os vídeos têm somente caráter de prestar informações de fins estritamente educativos.
Dr. Alain Dutra – 𝐂𝐑𝐄𝐌𝐄𝐒𝐏 𝟏𝟎𝟐𝟐𝟏𝟏. 𝐑𝐐𝐄 𝟐𝟕𝟐𝟗𝟒

Pergunta que chegou para mim, vitamina D diária reduz o risco de desenvolver doenças autoimunes? Eu acho que essa é uma ótima oportunidade pra gente falar sobre o papel fundamental da vitamina D na prevenção e tratamento de várias doenças autoimunes. Se você chegou até aqui procurando saber se vitamina D previne doenças autoimunes, eu vou ser bem direto com você? A resposta é sim, mas tem um problema enorme que eu preciso te contar antes de você sair correndo para comprar aquele frasco de vitamina D na farmácia. Porque 97 em cada 100 pessoas que tomam vitamina D estão, na verdade piorando o problema sem saber. Deixa te contar uma história. Há pouco tempo recebi uma paciente que veio me dizendo: “Doutor, tomo 5.000 unidades de vitamina D todo dia, tem 3 anos, mas os meus marcadores inflamatórios só pioram. O que que tá acontecendo?” Quando eu pedi os exames dela, descobri algo que me deixou de cabelo em pé. O cálcio dela estava se depositando nas artérias, não nos ossos. E sabe por quê? Ela estava tomando vitamina D sozinha, sem os cofatores essenciais. Era como se estivesse jogando gasolina numa fogueira. Agora, presta atenção, porque o que eu vou te mostrar agora vai mudar completamente sua visão sobre suplementação de vitamina D. Em 2022 saiu um estudo gigantesco chamado vital, que acompanhou mais de 25.000 pessoas por 5 anos. E o resultado foi impressionante. Quem tomou 2000 unidades de vitamina D diariamente teve uma redução de 22% no risco de desenvolver doenças autoimunes. 22%, meu amigo. Isso inclui artrite, amatoide, psoriase, doença de rashimoto, esclerose múltipla. Mas aqui vem a parte que ninguém te conta. O efeito só começou a aparecer depois de 2, 3 anos. Não é mágica instantânea. E tem mais uma pegadinha nesse estudo. Eles usaram apenas 2.000 unidades por dia. Na prática clínica, a gente vê que muita gente precisa de bem mais que isso. Precisa de 5.000, 10.000, às vezes 20.000 por dia para alcançar os níveis ideais no sangue. Por que que o laboratório vai te dizer que 30 ng por mililro tá bom? Mais estudos recentes mostram que para prevenir autoimune de verdade você precisa estar entre 60 e 80 nanog. Aí que mora o problema. Mas agora vem a bomba que eu preciso de soltar. E eu quero que você grave isso bem. Tomar vitamina D sozinha sem os cofatores corretos pode ser pior do que não tomar nada. Eu sei que sou a radical, mas deixa te explicar o mecanismo. Quando você toma vitamina D, a D3, ela aumenta a absorção de cálcio no intestino. Beleza? tá aqui. Mas para que esse cálcio vá para os lugares certos, ossos e dentes, você precisa de duas coisas, K2 e magnésio. Se não tem esses caras na jogada, o cálcio vai se depositar onde ele não devia, nas suas artérias, nos seus rins, os seus tecidos moles. Existe uma proteína chamada MGP Matrix GLA Protein, que funciona como um porteiro. Ela é que decide se o cálcio vai entrar nos ossos ou se vai ficar entupindo as suas artérias. Mas para essa proteína funcionar, ela precisa ser ativada pela vitamina K2. E tem um detalhe meio sinistro nisso tudo. Quem toma vitamina D aumenta a produção dessa proteína MGP. Só que se você não tem K2 suficiente, que é produzido pelas bactérias do intestino, muitas vezes se você tiver uma boa flora intestinal, essa proteína fica inativa. E proteína MGP inativa significa calsificação arterial acelerada. O Rotterdam Study, um estudo holandês que acompanhou mais de 4.000 pessoas por 10 anos, mostrou que quem consumia pelo menos 32 microgamina K2 por dia teve 50% menos calcificação arterial e 50% menos risco de doença cardíaca. 50%. E não foi com vitamina K1 que você encontra em verduras verdes, foi com a K2 que vem de alimentos fermentados e produtos animais. A diferença é brutal. E o magnésio, rapaz, sem magnésio você nem consegue ativar a vitamina D. Tem umas enzimas no fígado e nos rins que convertem a vitamina D3 na forma ativa. E essas enzimas são dependentes de magnésio. É tipo querer ligar o carro sem a chave. Pode ter gasolina, pode ter motor bom, mas sem a chave não vai para lugar nenhum. Estudos mostram que quem tem magnésio baixo precisa de doses muito maiores de vitamina D para atingir os mesmos níveis sanguíneos. É um desperdício danado. Então, qual que é o protocolo que realmente funciona? Deixa eu te dar um o ouro aqui. Vitamina D3 entre 5 a 10.000 unidades por dia, dependendo do seu peso, dos seus níveis atuais. Junto com isso, K2 na forma MK7, que é a forma de longa duração, 200 microg por dia. E magnésio, preferencialmente o glicinato, porque tem melhor absorção, 400 mg por dia. Essa é a trinca que funciona. Sem essa combinação, você tá jogando dinheiro fora e pior, pode estar criando um problema no lugar de resolver. Agora, timing importa. Vitamina D liposolúvel. Então, tem que tomar com gordura. de manhã, junto com o seu café da manhã, que tem abacate, ovos, azeite de oliva. O magnésio muita gente prefere tomar à noite porque ajuda no relaxamento muscular e no sono. Melhora o sono. A K2 pode ir junto com a vitamina D, sem problema. Também é liposolúvel. É simples quando você entende o mecanismo. E olha só que dada interessante. Um estudo finlandês de 2001 acompanhou mais de 10.000 crianças e descobriu que aquelas que receberam suplementação de vitamina D desde cedo tiveram até cinco vezes menos chance de desenvolver diabetes tipo um mais tarde na vida. cinco vezes. Isso mostra o poder da vitamina D quando você pega o copõ de inflamação, quando o timo, aquela glândula que treina as células imunes, ainda tá aprendendo a diferencial que é o pseudo, que é invasor. Uma pesquisa de 2024 da McGill University do Canadá mostrou que deficiência de vitamina D faz o timo envelhecer mais rápido, deixando o sistema imune vazado, como eles chamam. Significa que células imunes que deveriam ser eliminadas escapam e começam a atacar o próprio corpo. Agora tem um outro detalhe que poucos médicos vão te contar. No estudo vital, quando pararam de dar vitamina D pro pessoal, o efeito protetor desapareceu em menos de 2 anos. Isso te diz uma coisa importante, não é tratamento pontual, é estilo de vida. Você não vai tomar vitamina D por 6 meses, parar e achar que tá protegido para sempre. O corpo precisa de níveis sustentados. Por isso que na abordagem funcional a gente pensa em manutenção, não em cura e abandono. E para quem já tem alguma doença autoimune, aí os benefícios podem ser ainda maiores. Isudos mostram que pessoas que têm esclerose múltipla, lupus, artrite amatoide, quando aumentam os níveis de vitamina D para faixa de 60 a 80 ng, frequentemente vem redução os marcadores inflamatórios. Não é cura milagrosa, mas é uma ferramenta poderosa no arenal. Alguns pesquisadores defendem de níveis ainda mais altos até 80 a 100 ng, mas aí você precisa de supervisão porque entra numa zona onde o benefício adicional pode não compensar o risco. Outro ponto crucial, obesidade. Pessoas acima do peso precisam de doses muito maiores de vitamina D porque ela é lipossolúvel, fica retida no tecido de poso, tecido gorduroso. Um estudo no vital mostrou que o efeito protetor da vitamina D contra a autoimunidade foi mais forte em pessoas com peso normal ou baixo do que em pessoas obesas, provavelmente porque o corpo consegue utilizar melhor vitamina D quando ela não fica presa na gordura corporal. Agora, deixa eu te falar de uma controvérsia. Tem médico que vai te dizer que vitamina K2 não funciona porque saíram alguns estudos recentes mostrando que suplementação com K2 não reduz calsificação de válvula ótica. É verdade, esses estudos existem, mas quando você olha os detalhes, descobre que eles usaram doses baixas por períodos curtos em pessoas que já tinham calcificação severa. É como tentar apagar o incêndio com um copinho de água e depois dizer que água não apaga fogo. Os estudos populacionais de longo prazo, como Rotterdam, continuam mostrando o benefício claro. E aqui vai uma verdade que dói. Você não vai conseguir níveis adequados de K2 só com alimentação. A menos que você coma NATO, que é um alimento japonês fermentado de soja todo dia, ou queijos fermentados como gudá envelhecido. A alimentação ocidental padrão é palpérma em K2, por isso que a suplementação faz sentido. Nossos avós conseguiam porque comiam víceras, manteiga de animais criados no pasto e muitos fermentados. Hoje em dia a galera come peito de frango sem pele e acho que tá fazendo certo. Deixa contar mais um caso real. Tive um paciente com marcadores de autoimune começando a aparecer anticorpos antinucleares borderline, ou seja, no limite, fadiga crônica e articulações doendo. Nível de vitamina D, 22 NГ. Coloquei num protocolo completo 10.000 unidades de vitamina D3, 200 micrg de K2, 400 mg de magnésio. 6 meses depois, vitamina D foi para 68 e os anticorpos que estavam começando a subir voltaram pro normal. As dores articulares sumiram, a energia voltou e ele me disse: “Doutor, parece que eu voltei a ter 30 anos, mas não foi só a vitamina D, foi o protocolo completo, porque sozinha aquela vitamina D ia fazer ele absorver um monte de cálcio e provavelmente ia danificar, calcificar as artérias. Com os cofatores, o corpo conseguiu usar a vitamina D porque ela serve? Modular o sistema imune, fortalecer os ossos, reduzir inflamação. É a diferença entre dar uma ferramenta e ensinar como usar essa ferramenta. Tem um conceito importante aqui que é a sinergia de nutrientes. Na visão integrativa, a gente não olha nutrientes de forma isolada. Vitamina D trabalha com K2, que trabalha com magnésio, que trabalha com zinco, é uma orquestra. Se o violino não tá desafinado, não adianta, o piano está perfeito, o som fica ruim, seu corpo é assim, precisa de todos os elementos trabalhando juntos. E aqui vai outra bomba. Muita gente suplementa cálcio achando que vai fortalecer os ossos, mas cálcio vitamina K2 pode ser prejudicial. Estudos recentes mostram que suplementação de cálcio isolado pode aumentar risco cardiovascular justamente por causa disso, calcificação arterial. Então se você toma cálcio, mais razão ainda para tomar K2, porque o problema não é o cálcio em si, é para onde ele vai. Agora, uma reflexão. Por que isso não é amplamente divulgado? Por que que o seu médico provavelmente não vai te falar sobre isso? Duas razões principais. Primeira, formação médica tradicional não aprofunda em bioquímica nutricional. Médico aprende sobre deficiências extremas, escorbuto, beriber, raquitismo, mas não sobre otimização. Segundo, não tem patente para vitaminas naturais, não dá dinheiro grande paraa indústria farmacêutica. Então, não tem propaganda, não tem representante batendo na porta do consultório, oferecendo o jantar. para falar de vitamina D. É assim que o jogo funciona. Mas a evidência tá aí. O estudo vital custou milhões de dólares, foi financiado pelo governo americano, acompanhou 25.000 pessoas, não é pesquisinha de quintal. E os resultados são claros. Vitamina D reduz risco de autoimune. E os estudos sobre K2 e calciusficação arterial também são robustos. O problema é inércia do sistema. Leva décadas para uma informação científica às vezes chegar na prática clínica do dia a dia quando não é remédio patenteado. Então, se você quer estar na frente, se você quer prevenção de verdade, você precisa tomar as rédias. Pede pro teu médico dosar uma vitamina D. Se tiver abaixo de 60, suplementa, mas suplementa direito. D3 com K2 e magnésio. E daosa de novo em 3 meses para ver se tá funcionando. Alguns metabolisam vitamina D mais rápido, outros mais devagar. Não é de bolo, é individualização. E quanto custa isso? Uma caixinha de vitamina D3 com K2 mais magnésio para um mês sai por menos que um jantar fora. Estamos falando de R$ 100, R$ 150 no máximo. É barato se você considerar o custo de uma doença autoimune. Remédios imunossupressores custam milhares de dólares. Consultas especializadas, exames fora a qualidade de vida que vai pro ralo. Prevenção sempre mais barata que tratamento. Agora deixa eu te dar uma última informação importante. Se você já toma alguma medicação anticoagulante, tipo vafarina, você não pode tomar vitamina K2 sem acompanhamento médico, sem o seu médico autorizar, porque K2 interfere no mecanismo de ação dessas medicações. Então, nesse caso, o médico precisa ajustar as doses. Mas se você usa anticoagulantes mais modernos, tipo Rivaroxabana, alguns estudos sugerem que a interação é menor. De qualquer maneira, transparência comomédica é fundamental. E tem outro grupo que precisa de atenção, gestantes. Vitamina D é super importante na gestação, mas as doses precisam ser ajustadas. Estudos mostram que filhos de mães com boa vitamina D na gravidez tem menos chance de desenvolver autoimune mais tarde. Mas conversa com teu obstetra antes de sair experimentando por conta. O que eu quero que você entenda é simples. Vitamina D funciona contra doenças autoimunes. A se aprovou, mas só funciona se você fizer direito com os cofatores, com as doses adequadas, com níveis otimizados, não apenas suficientes, segundo o laboratório. E com consistência não adianta tomar 3 meses e parar. Então aqui vai meu recado final para você. Se você se preocupa com doença autoimune, se tem histórico familiar, se já tá sentindo sintomas estranhos, não fique esperando a doença se instalar. Dosagem, vitamina D é barata, tá disponível em qualquer laboratório. Suplementação também é acessível e o conhecimento tá aqui. Agora você tem. O que falta é ação. Pega esse conhecimento, aplica na tua vida. daqui a seis meses você vai olhar para trás e agradecer por ter tomado essa decisão hoje.